O défice orçamental estrutural português é afinal inferior, e isso significa que Portugal necessita de menos austeridade para atingir a meta do défice inscrita no Tratado Orçamental europeu, escreve o Jornal de Negócios.

A diferença advém das novas fórmulas de cálculo acordadas pelos governos da União Europeia na quarta-feira em Bruxelas, e que serão aplicadas já nas novas estimativas publicadas pela Comissão Europeia em maio.

Com a nova metodologia, o PIB português é afinal maior do que o assumido, o que também significa que o desemprego estrutural é menor. Há várias consequências desta alteração, mas a mais importante é a redução do défice estrutural.

Apesar de Portugal ficar mais próximo do seu objetivo a médio prazo, a política orçamental continuará a ser condicionada de forma decisiva por outra regra do Tratado Orçamental, que impõe uma redução da dívida de 120% para 60% em 20 anos.