O Estado pagou mais de 1.400 milhões de euros à troika até agosto em juros e comissões relativos ao empréstimo concedido no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), segundo números oficiais divulgados.

De acordo com a síntese da execução orçamental, hoje publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), nos primeiros oito meses do ano, o Estado pagou à troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) 1.416,8 milhões de euros em juros e 17,7 milhões em comissões, totalizando os custos do empréstimo internacional os 1.434,5 milhões de euros.

Até agosto de 2013, o Estado tinha desembolsado 1.263,7 milhões de euros em juros relativos ao empréstimo internacional e 31,4 milhões em comissões, tendo o custo da ajuda externa atingido os 1.295,1 milhões de euros nesse período, abaixo do custo total verificado entre janeiro e agosto de 2014.

Considerando todos os instrumentos de dívida pública da administração central, a despesa com juros e encargos da dívida direta do Estado aumentou 11%, cifrando-se nos 4.515,5 milhões de euros até agosto.

A DGO refere que este crescimento é explicado sobretudo pelo «aumento da rubrica de Obrigações Tesouro (OT), em resultado de recompras deste tipo de instrumento, do primeiro pagamento do cupão da OTFev2024, bem como pelos encargos com 'Empréstimos PAEF, apurou a Lusa.