Às 12 badaladas é altura de pedir 12 desejos para 2018. A Deco tem os seus, em jeito também de balanço e alerta sobre o que é preciso melhorar durante o próximo ano, para bem dos consumidores. 

Dos serviços públicos à mobilidade e habitação, passando pela saúde, alimentação e bem-estar, sem esquecer a banca e os serviços financeiros, há várias coisas a mudar, como fez notar no espaço Economia 24 do Diário da Manhã da TVI o jurista da Deco Paulo Fonseca.

A começar logo pelos custos da energia, bem a propósito já que ainda ontem os 4,2 milhões de clientes da EDP que estão no mercado livre ficaram a saber que a fatura da eletricidade vai encarecer 2,5% já a partir de janeiro. A Associação de Defesa do Consumidor defende, logo no seu primeiro desejo para 2018, "custos mais justos e adequados" ao consumo das famílias e, naturalmente, faturas que sejam mais fáceis de interpretar.

O regresso ao mercado regulado (onde os preços até vão descer ligeiramente em 2018 passará a ser uma possibilidade) e será tema deste mesmo espaço Economia 24, na primeira semana de janeiro. Esteja atento e faça chegar-nos as suas dúvidas através do e-mail economia24@tvi.pt.

Quanto às telecomunicações, também há pontos a melhorar, nomeadamente no que toca a mudar de operador sem entraves. Ao contrário do que acontece na energia, nas comunicações são exigidos períodos de fidelização que complicam a vida a quem não está satisfeito.

Numa sociedade que faz cada vez mais comprar pela Internet, a Deco também espera que haja "mais confiança, privacidade e segurança" nas transações feitas online. Paulo Fonseca está na expectativa quanto ao novo regulamento geral da Proteção de Dados, que "vai trazer grandes desafios para as empresas" e para os consumidores, que se tornarão "mais proprietários dos seus dados". 

No que toca aos transportes públicos, a associação considera que o ano de 2017 "não foi positivo" para os consumidores, porque existem "muitas deficiências e pouca qualidade". Os preços vão aumentar em 2018, pelo que se espera que os parâmetros de qualidade melhorem. "A Deco espera que os consumidores sejam compensados diretamente pelas falhas no sistema". 

A ligação dos consumidores com os bancos é outra área em que a Deco tem desejos. As comissões bancárias são outra dor de cabeça, porque há "custos que não são necessários e estão a pagar". Depois, "os bancos estão sempre a tornear as exigências da lei e a disponibilizar, com criatividade, produtos e serviços que não são verdadeiramente serviços", adverte Paulo Fonseca. Está a assistir-se a algum "facilitismo" na concessão de crédito e há alertas recentes da associação que defende os consumidores e do próprio Banco de Portugal.  

Lista dos 12 desejos da Deco para 2018

Energia Mais sustentável, com custos mais justos e adequados ao seu consumo e cuja fatura seja facilmente compreensível e comparável
Água Serviço de abastecimento, saneamento e resíduos que  seja contínuo, universal, justo e economicamente acessível
Comunicações Que tenha mais qualidade, e possam mudar de operador sem entraves
Internet Aquisição de produtos e serviços com mais confiança, privacidade e segurança
Transportes públicos Rede com melhor qualidade, maior eficiência e adequação às necessidades
Habitação Com melhores condições e que os consumidores não sejam penalizados pelo seu rendimento ou localização
Crédito Mais responsável e ponderado e que sejam disponibilizadas respostas adequadas, nas situações de endividamento
Serviços financeiros Produtos e serviços mais regulados e adequados ao perfil dos clientes, sem comissões bancárias que não tenham justificação
Saúde Direito a médico de família, agendamento de consultas e exames com mais eficácia e agilidade, acesso a cuidados continuados e paliativos
Alimentação Produtos alimentares mais saudáveis, com teores de sal, gordura e açúcar mais reduzidos
Idosos Mais produtos e serviços e com melhores condições, sobretudo a partir dos 65 anos
Reclamações Livro de Reclamações Eletrónico acessível a todos