A DECO afirmou esta quarta-feira que «não há nada a temer em relação à qualidade dos combustíveis simples», com base nas conclusões de um estudo realizado há dois anos pela associação para a defesa do consumidor.

«Há dois anos, em dezembro de 2012, fizemos um estudo – um teste pioneiro a nível mundial – em que pusemos em confronto gasóleo aditivado [‘premium’], com versão regular e duas marcas ‘low cost’ (Galp Gforce, Galp Hi-Energy, Jumbo e Intermarché) e o resultado foi que não existem diferenças entre os combustíveis a não ser no preço», afirmou hoje Vítor Machado, coordenador de centro de produtos e serviços da DECO.


Em declarações à Lusa, o responsável da DECO adiantou que «não existe nenhum indicador que leve a pensar que têm menos qualidade, que podem danificar ou prejudicar o motor nem que são mais poluentes», considerando que «nessas três vertentes não se verificaram diferenças que justificassem o preço superior que era praticado».

Na altura, a DECO chegou mesmo a fazer uma denúncia à ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica sobre «possível publicidade enganosa», reivindicando que, «de uma vez por todas, as marcas provem as alegações dos supostos benefícios destes combustíveis».

«Até hoje continuamos à espera dos dossiês das marcas que sustentem essas afirmações», acrescentou.


Também a Quercus diz que «não existe informação científica suficiente sobre os impactos ambientais da utilização destes combustíveis aditivados, seja para o ar, para os solos ou para a água ou mesmo para a saúde», realçando que «há ainda muito a fazer em investigação nesta área».