Pedro Passos Coelho sublinhou esta sexta-feira que a evolução da economia tem vindo a confluir com o objetivo que o Governo «almeja desde há quase 3 anos», aquando do programa de assistência financeira da troika a Portugal.

«Estamos a reverter um processo de má memória»

«Estamos mais próximos de concluir esse exercício de ajustamento para recolocar Portugal de forma a ter um leque de escolhas, para ter liberdade e autonomia para construir o seu futuro. Este é o dado mais importante de todos», referiu o governante, no debate quinzenal que decorre no Parlamento.

Passos Coelho centrou o seu discurso na estimativa rápida do Instituto Nacional da Estatística, que estima um crescimento de 1,6% no último trimestre de 2013, um crescimento acumulado de 0,5%. Já no conjunto do ano, o PIB recuou 1,4% no ano passado.

Eurostat: Portugal cresce acima da média europeia

«É verdade que do ponto de vista dos números divulgados, superámos todas as expetativas que foram formuladas. Mas isso não deve originar nenhuma depressão psicológica, mas também não tem de alimentar nenhuma euforia», sublinhou o PM, acrescentando que os resultados são muito importantes para o futuro, mas que «mostram também o que ainda temos de percorrer para conseguir ter um crescimento suficientemente robusto que permita recuperar emprego de uma forma mais significativa».

«Como gestor sempre me dei bem com a avaliação de desempenho»

Passo Coelho falou ainda na necessidade de convergência para determinar o futuro de Portugal, em «matérias que são do interesse de todos».

Pires de Lima considera crescimento «verdadeiramente excecional»

«Hoje queremos todos ter um crescimento sustentado, poder diminuir significativamente o desemprego, aumentar a credibilidade externa do País, o que significa escolhas mais amplas do ponto de vista das políticas públicas na área social», rematou.