As insolvências judiciais caíram 5,9% em 2014 face ao ano anterior, após seis anos consecutivos de aumentos, de acordo com o departamento de gestão de risco da Crédito y Caución, noticia a Lusa.

Em 2014, a Crédito y Caución registou em Portugal 17.642 novos processos de insolvência, o que se traduz numa queda de 5,9% em relação a 2013, ano em que tinha atingido um máximo histórico, o que aponta «pela primeira vez, para a possibilidade de uma inversão de tendência na evolução dos níveis de insolvência portugueses».

«Após a estabilização verificada no primeiro trimestre, a evolução positiva do segundo, do terceiro e do quarto trimestres apresentam um decréscimo acumulado de 6,2% relativo a 2013», destaca a Crédito y Caución, um dos operadores de seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 23%.

Segundo a seguradora, a alteração de tendência tem sido particularmente intensa no âmbito empresarial, onde a redução do número de insolvências em 2014 alcançou os 16,2%.

Ainda assim, as insolvências judiciais empresariais estão longe dos 500 processos trimestrais, o nível médio registado antes da crise.

Em 2014, o setor dos serviços representou 48% dos processos de falência.

Entre 2008 e 2013, os níveis de insolvência judicial em Portugal aumentaram cinco vezes, de 3.113 processos para 18.809.

O aumento significativo iniciou-se no primeiro trimestre de 2009, ao superar os 1.000 processos.

Os 4.000 processos foram superados no quarto trimestre de 2012 e o máximo histórico, com 5.045 processos, foi alcançado no segundo trimestre de 2013.