O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga esta sexta-feira a segunda estimativa para o crescimento da economia no segundo trimestre, após ter dito a 14 de agosto que o Produto Interno Bruto cresceu 1,1% face ao trimestre anterior.

Há três semanas o INE publicou a sua estimativa rápida para as contas nacionais trimestrais referentes ao segundo trimestre, dando conta de um crescimento trimestral do PIB, em cadeia, pela primeira desde os últimos três meses de 2010, ou seja, após 10 trimestres consecutivos de quebra.

O INE dizia que o PIB cresceu 1,1% entre abril e junho deste ano, em comparação com os primeiros três meses do ano, altura em que caiu 0,4% também em cadeia (face ao trimestre imediatamente anterior).

No entanto, em termos homólogos o PIB continua a cair. A quebra apresentada neste segundo trimestre do ano foi de 2% face ao segundo trimestre do ano passado, e só não foi mais expressiva devido a uma queda mais leve do investimento (em especial na construção) e por um efeito de calendário (a celebração da Páscoa em março deste ano, quando no passado foi em abril) que provocou assim uma aceleração expressiva das exportações de bens e serviços.

Assim, a economia cumpriu também 10 trimestres de queda em termos homólogos.

O INE piorou ainda, pela segunda vez, os números da contração em termos homólogos do primeiro trimestre deste ano.

A primeira estimativa apontava para uma quebra de 3,9%, no destaque anterior foi revista para 4% e agora passa a 4,1%.