O número de famílias com prestações em atraso junto da banca diminuiu no final do primeiro semestre. Os dados do Banco de Portugal mostram que em junho havia pouco mais de 669.120 famílias em incumprimento, menos 6.700 em apenas um mês.

Mas esta é uma tendência que pode não estar para durar: os dados mais recentes do Boletim Estatístico do Banco Central mostram que em julho o malparado voltou a subir.



Empresas e particulares falharam o pagamento de quase 18 mil milhões de euros, sendo que a maior fatia, de mais de 12,6 mil milhões, é devido pelas empresas. Os restantes 5.300 pertencem a particulares.

O malparado subiu em todos os segmentos, exceto no crédito ao consumo. Mas entre os particulares a habitação continua a representar a maior dificuldade: as famílias não conseguiram pagar mais de 2,5 mil milhões de euros.