O crédito à habitação atingiu, em outubro, a prestação mais alta num ano. A taxa de juro aumentou, fazendo subir a prestação média vencida para os 240 euros. É o valor mais alto dos últimos 12 meses, segundo os dados publicados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 1,016% em outubro, a mesma taxa registada em março deste ano. Contas feitas, um aumento de 0,7 pontos base face aos 1,009% registados em setembro.

Em consequência, a prestação média vencida aumentou um euro, já que em setembro tinha-se fixado nos 239 euros.

Apanhado dos últimos três meses

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu 0,9 pontos base, passando de 1,677% em setembro para 1,686% em outubro.

Para o destino de financiamento aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos foi de 1,038%, valor 0,7 pontos base superior aos 1,031% de setembro.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este mesmo destino de financiamento passou de 1,668% em setembro para 1,681% em outubro, enquanto o valor médio da prestação se fixou nos 326 euros em outubro, mais três euros do que em setembro.

Capital ainda em dívida

O INE revela também um balanço sobre o capital médio em dívida por parte de quem contraiu crédito à habitação. Para a totalidade dos contratos, a dívida média aumentou 50 euros em outubro, face a setembro, atingindo 51.571 euros.

Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida subiu, de 94.003 euros em setembro, para 95.520 euros.