Os pagamentos em atraso das Empresas Públicas aumentaram 58,7 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, para os 125,5 milhões de euros, influenciados pela CP, cujos pagamentos em atraso aumentaram 74,1 milhões de euros.

De acordo com o relatório sobre o Setor Empresarial do Estado (SEE), no período em análise verificou-se, comparando com o primeiro trimestre de 2013, um aumento de 58,7 milhões de euros no volume dos pagamentos em atraso, de 66,8 milhões de euros para 125,5 milhões de euros.

O documento da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, hoje divulgado, salienta que se verificou no subgrupo das Empresas Públicas Não Reclassificadas (EPNR) «uma evolução desfavorável, influenciada essencialmente pela CP, cujo volume dos pagamentos em atraso passou de 45,6 milhões de euros no 1.º trimestre de 2013 para 120,7 milhões de euros no período homólogo de 2014».

A quase totalidade dos pagamentos em atraso da CP (119,8 milhões de euros) corresponde a dívidas à REFER (Gestora da Rede Ferroviária Nacional).

O relatório, que tem data de 15 de junho, refere ainda que entre as Empresas Públicas Não Financeiras (excluindo o Sector da Saúde), o peso dos pagamentos em atraso, quando comparado com o montante das aquisições, cresceu de 11,1% para 27,6%, tendo subjacente um aumento dos pagamentos em atraso.

Retirando o setor da saúde, o Prazo Médio de Pagamento (PMP) também subiu nas empresas do Setor Empresarial do Estado (SEE) nos primeiros três meses de 2014, face a igual período de 2013 (46 dias).

As empresas do SEE alcançaram um PMP de 63 dias no primeiro trimestre deste ano, ligeiramente superior ao trimestre anterior (59 dias).

«Este crescimento decorre principalmente do aumento de 39 dias na CP», diz o documento.