O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNCT) considerou que a greve de hoje nos CTT «está a ter uma boa adesão», cerca de 75%, embora as lojas estejam abertas e a distribuição de correspondência a ser feita.

«Faltam recolher ainda alguns dados, nomeadamente nas centrais de correios de Lisboa, Porto e Coimbra, mas a adesão aumentou relativamente ao turno da noite, de 72 para 75%», disse à agência Lusa Vítor Narciso, secretário-geral do SNCT.

De acordo com o sindicalista, os efeitos da paralisação notaram-se mais nalgumas lojas, que se mantiveram abertas quase só com chefias, e na distribuição de correspondência, nomeadamente em Lisboa, «onde ficou muito correio por entregar».

Segundo o diretor dos recursos humanos dos CTT, a adesão à greve é de 14%, estando as lojas a funcionar normalmente, assim como a distribuição do correio.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), e por outros três sindicatos, e abrange todo o pessoal dos CTT.

A greve não afeta os postos de correio explorados por parceiros dos CTT, nem os transportes de correspondência, que são assegurados por empresas externas.

Os trabalhadores dos CTT reivindicam aumentos salariais de 3,5%, a manutenção do sistema de saúde e protestam contra a privatização da empresa.

Vítor Narciso disse à Lusa que os sindicatos aguardam a marcação de uma reunião com a administração para o inicio de janeiro para discutir as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

«Se tudo correr bem haverá paz social nos CTT, de contrário teremos de continuar a lutar», afirmou.

Ao longo do ano os trabalhadores dos CTT fizeram várias greves relacionadas com questões remuneratórias, subsídios de férias e de Natal, progressão na carreira e o pagamento de diuturnidades, do trabalho suplementar, das ajudas de custo e de transporte e contra a privatização da empresa.

A maior parte do capital dos CTT - Correios de Portugal, 70%, foi privatizada este ano, com dispersão em bolsa.

Numa primeira fase, o Estado, através da Parpública, fica com 30% dos CTT, mas a médio prazo, o Estado deverá sair da empresa.