A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) divulgou hoje 24 novos indicadores de serviço dos CTT - Correios de Portugal, visando garantir um “maior nível de qualidade do serviço postal universalatravés de “metas mais exigentes”, refere o documento. Indicadores sujeitos a uma consulta pública de 30 dias, e que os correios terão que cumprir, enquanto prestador do serviço postal universal, a partir do próximo dia 1 de julho e até ao final de 2020.

Em comunicado, a Anacom informa que “os CTT irão estar obrigados ao cumprimento de um conjunto de 24 indicadores de qualidade de serviço, que comparam com os 11 indicadores anteriores”, tendo sido “fixadas metas mais exigentes”.

Segundo o regulador, para além de um padrão de qualidade de cada serviço em termos da respetiva velocidade de entrega, foi estabelecido uma meta de fiabilidade que deverá ser cumprida em 99,9% dos casos, com a qual se pretende evitar que o tráfego remanescente seja entregue muito para além do padrão definido.

Com as novas metas estabelecidas, 99,9% do tráfego tem que ser entregue no prazo máximo de 3 dias (correio azul); 4 dias (correio azul nas Regiões Autónomas) e 5 dias (correio normal)", refere o regulador do setor.

Ao mesmo tempo, “passa a ser obrigatório o cumprimento do valor do objetivo fixado para cada indicador”, enquanto anteriormente se considerava um limiar abaixo do qual era aplicada uma penalização, adianta a Anacom.

Recorde-se que nos termos da lei a medição dos indicadores é feita por uma entidade externa independente dos CTT e os valores são reportados trimestralmente à Anacom.

CTT esperam que novos critérios não condicionem viabilidade do serviço

Entretanto, os CTT  já reagiram para dizer que esperaram que os novos indicadores de qualidade propostos pelo regulador de telecomunicações “não condicionem a viabilidade ou a sustentabilidade” do serviço postal às populações pelas suas exigências.

Informando, em comunicado, ter recebido da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) novos critérios de qualidade aplicáveis à prestação do serviço postal universal”, os CTT dizem esperar que os novos indicadores “não condicionem a viabilidade ou a sustentabilidade da prestação do serviço postal universal à população”.

Os CTT esperam que as soluções encontradas tenham em conta a progressiva digitalização da economia, dos mercados e da sociedade, e fiquem em linha com as melhores práticas europeias e com a redefinição em curso da natureza do correio”, acrescenta a empresa.