O ex-contabilista do Grupo Espirito Santo telefonou ao presidente da Comissão de Inquérito ao BES /GES a pedir para ser ouvido pelos deputados. Uma «vontade» manifestada depois do longo dia das audições de Ricardo Salgado e do seu primo José Maria Riciardi.

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 «Fui contactado telefonicamente por Francisco Machado da Cruz que deu a conhecer a sua vontade e inteira disponibilidade para ser ouvido na comissão de inquérito», anunciou aos deputados e jornalistas Fernando Negrão (PSD).

GES tinha problemas «desde o início do século» e «nada se fazia sem Salgado»

O presidente da CPI acrescentou, ainda, que o contabilista do GES disse que «não está fugido, não está desaparecido, nem em local desconhecido». Pelo que deu conta a Fernando Negrão (PSD), está fora do país.  

O ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, acusou ontem Machado da Cruz de ter sido responsável pela ocultação de dívida de cerca de 1,2 mil milhões de euros. Admitiu, apenas, que soube das «diferenças» nas contas em dezembro de 2013, mas só em março participou às autoridades luxemburguesas. 
  
«Nunca dei instruções a ninguém para ocultar passivos do grupo», sublinhou, acrescentando que soube que os problemas nas contas começaram em 2008. No entanto, demorou demasiado tempo a denunciar o caso, como o próprio reconheceu.

Em reunião de coordenadores, será decidida a data da audição do contabilista no olho do furacão, que terá oportunidade de contar a sua versão da história.