Quanto às políticas sociais previstas nas GOP, o CES considerou que elas se limitam «à descrição de um conjunto de medidas com pendor assistencialista, não havendo a adequada articulação com a política de rendimentos e com a política de emprego, condição fundamental para a autonomia das pessoas e sustentabilidade das suas perspetivas futuras».

No projeto de parecer, o CES recomenda que «a transferência de competências, que se está a operar para o sector social, não ponha em causa o acesso das famílias de muito baixos rendimentos aos apoios, nomeadamente à infância e aos idosos, e que são parte integrante das funções sociais da responsabilidade do Estado».

O Conselho Económico defendeu também uma mudança de política para a Administração Pública, orientada para a qualificação dos seus quadros e para um melhor acesso dos cidadãos aos serviços públicos.

A CGTP apresentou no plenário uma declaração para justificar a sua abstenção, na qual afirma que está de acordo e subscreve as posições assumidas pelo CES, mas considera que o parecer, «em aspetos essenciais para o futuro do país e a vida dos portugueses», critica mais a forma do documento das GOP 2015 do que o seu conteúdo.

Na declaração de voto apresentada pelos representantes do Governo são justificadas muitas das falhas apontadas à proposta do Governo e é considerado que o parecer do CES «insiste nas críticas habituais à estratégia do Governo», e que muitas dessas posições «carecem de fundamentação».