O novo Conselho de Administração da RTP, constituído por Gonçalo Reis (presidente), Hugo Figueiredo e Ana Fonseca, foi esta sexta-feira eleito para o mandato 2018-2020, disse à agência Lusa fonte do Ministério da Cultura.

A partir de hoje, a RTP tem uma nova administração, tendo cessado funções Cristina Vaz Tomé e Nuno Artur Silva.

De acordo deliberação social unânime por escrito, tendo em conta os Estatutos da RTP, segundo o qual cabe ao Conselho Geral Independente (CGI) indigitar os membros da administração, que a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) "procedeu à emissão de parecer favorável à avaliação de currículo e adequação de competências ao cargo de gestor público" dos nomes designados, a Assembleia Geral elegeu para o triénio 2018-2020 Gonçalo Trigo de Morais Albuquerque Reis, Hugo Graça Figueiredo e Ana Isabel dos Santos Dias Garcia Fonseca para administradores da RTP.

Numa carta enviada hoje aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o administrador cessante Nuno Artur Silva salienta que "foram três anos intensos" em que foi feita "uma mudança muito significativa no rumo da RTP, no sentido da prestação de um inequívoco serviço público de media".

No entanto, ainda "há muito por fazer, muito especialmente e com urgência, a requalificação técnica da empresa. Mas, como sabem, isso depende fundamentalmente de um reforço do financiamento, que é escasso para tudo o que é a missão da RTP. E esse reforço é uma decisão que não está na esfera de competência da administração", prossegue Nuno Artur Silva na mensagem de despedida.

Como falta dinheiro também para poder investir mais nos conteúdos, para podermos fazer melhores conteúdos. Porque esse, nunca o podemos esquecer, é o desígnio da RTP: ser uma empresa pública de conteúdos", acrescenta.

"A RTP é feita – não para os seus reguladores, não para os governos vários, não para os seus conselhos de administração, não para os seus trabalhadores, nem para os anunciantes, nem para as audiências, nem para os produtores, nem para os artistas, nem para os jornalistas – sim, para os cidadãos, para os múltiplos públicos, essencialmente os de língua portuguesa em todo o mundo", salienta, apontando que a empresa é "uma extraordinária instituição de serviço público de media que deve ser a peça central da estratégia de conteúdos audiovisuais multimédia" do país.

Nuno Artur Silva termina desejando "a melhor sorte ao novo" Conselho de Administração e a todos os profissionais da empresa, garantindo que vai continuar "a defender" o serviço público de media "em que, mais do que nunca", acredita.