A concertação social vai voltar a reunir-se no próximo dia 15 (terça-feira), para continuar a discutir questões como o salário mínimo nacional.

O presidente da Confederação da Indústria, António Saraiva, sublinhou à saída da reunião que “não há uma proposta finalizada” para o salário mínimo, há apenas uma proposta do Governo de aumento do SMN para 6530 euros em 2016.

O Governo entregou-nos documentos que vamos analisar e naturalmente tomaremos posição na próxima reunião", revelou João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços.


Apesar de considerar que foi uma reunião positiva, o responsável alertou para as dificuldades das empresas e a situação em que algumas poderiam ficar com o aumento do salário mínimo nessa ordem. João Vieira Lopes considerou que o ponto positivo é o Governo estar disposto a negociar a questão.


"Independentemente de posicionamentos, destaco a disponilidade para marcar uma reunião para discutir o salário mínimo. Nessa altura [dia 15] vamos ver se o Governo tem disponibilidade para melhorar a proposta, sublinhou  Arménio Carlos, líder da CTGP.


O Governo entregou três documentos aos parceiros sociais: um sobre capitalização das empresas, outro sobre o modelo económico e social de desenvolvimento e um terceiro sobre salário mínimo, com a proposta formal de aumento.

Recorde-se que o Governo propõe que um aumento para os 530 euros em 2016, tendo como objetivo um aumento progressivo até chegar aos 600 euros no final da legislatura, em 2019.

"Deste horizonte definido pela duração da legislatura, é parte nodal uma política de recuperação de rendimentos das portuguesas e dos portugueses que permita tornar sustentável quer o crescimento económico quer a melhoria dos índices de coesão", lê-se no documento entregue aos parceiros.


Os sindicatos querem mais: a UGT considera que há margem para o salário mínimo subir para os 535 euros no ano que vem. A CGTP quer que os 600 euros sejam pagos aos trabalhadores já em 2016.