A técnica do Banco de Portugal Susana Caixinha, que integra o departamento de supervisão prudencial e fez parte de uma equipa de permanente acompanhamento ao BES e ESFG, ao longo dos anos, garantiu na comissão de inquérito parlamentar que nunca sentiu hostilidade por parte do banco em prestar informações.
 
O resumo da audição em  5 pontos:
 
1 - Sentiu «sempre» que o BES colaborou para que o supervisor da banca levasse avante o seu trabalho de análise de atas e de outros «exercícios transversais».  Nem nunca sentiu que informação passada ao BdP poderia advir de procedimentos menos corretos
 
2 - Equipa permanente tinha «autonomia» para pedir todos os esclarecimentos necessários e tinha «acesso aos anexos e às atas». «E inquiríamos sempre que necessário os órgãos responsáveis»
 
3 - «Obviamente» que quem acompanhava o BES poderia ter «uma sensibilidade maior para os problemas do banco» mas, no desempenho das suas funções, não poderia prever «o desfecho que veio a ocorrer»
 
4 - Admiriu que as «fraudes são muito difíceis de identificar» e os auditores externos [PwC até 2002 e KPMG depois disso, até ao colapso no verão de 2014] também não reportaram informações incorretas, face aos registos contabilísticos do banco, que também tinha os seus próprios controlos internos

5 - Confirmou a atuação «especialmente intrusiva» no BES, referida pelo governador do Banco de Portugal. «Ao nível do risco de crédito, nos últimos anos, não houve paralelo» na «quantidade» dos exercícios de inspeção que foram realizados 

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