Portugal é um dos Estados-membros que continua a apresentar níveis alarmantes de desemprego, nomeadamente jovem, bem como elevadas taxas de pobreza e desigualdade social, reconhecendo a Comissão Europeia melhorias nos indicadores, segundo um relatório divulgado esta sexta-feira.

Portugal, salienta o executivo comunitário, é um dos seis Estados-membros (a par da Grécia, Espanha, Croácia, Chipre, Eslováquia e Itália) «onde as taxas de desemprego ainda são anormalmente altas», na comparação com a média europeia, ressalvando que no país foram verificadas «mudanças positivas», segundo um relatório sobre emprego.

Portugal apresentou em outubro uma taxa de desemprego de 13,4%, que compara com 10% na média da União Europeia.

Em relação ao desemprego jovem, a avaliação de Bruxelas sobre Portugal é a de que a situação é «dramática», com uma taxa de 33,3%, muito acima dos 21,6% da média europeia.

«Os indicadores de emprego na Grécia, em Espanha e em Portugal mostram ou melhorias ou uma situação estabilizada, enquanto dos indicadores sociais continuam a indicar já elevadas e crescentes taxas de pobreza e desigualdades, bem como um declínio nos rendimentos domésticos em termos reais», segundo o documento.

No que respeita à taxa de risco de pobreza da população ativa, Portugal integrava – entre 2012 e 2013 – o grupo dos países com o indicador mais elevado.

Também no que respeita a desigualdade social, Portugal é um dos Estados-membros em que as diferenças de rendimentos são identificadas como «particularmente altas», sendo a taxa dos 20% que têm maiores rendimentos seis vezes mais alta do que a dos 20% com menores rendimentos.

No mesmo documento, a Comissão Europeia entende que o Orçamento de Estado para 2015 está em risco de violar as regras europeias e pede ao país que tome as medidas necessárias para cumprir as metas necessárias para cumprir as metas orçamentais. Na análise ao documento, Bruxelas considera que estão em falta medidas estruturais e que o esforço orçamental está aquém do esperado. 

Ainda esta sexta-feira o Eurostat confirmou as previsões do Instituto Nacional de Estatística, de que a taxa de desemprego em outubro subiu para os 13,4%.