O Executivo volta a dizer que não há números mágicos no que se refere aos juros que Portugal tem de pagar para regressar aos mercados, que evitam o cenário de um segundo resgate.

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, reagia ao relatório da Comissão Europeia, que aponta os 4,5% como os juros a partir dos quais a dívida se torna insustentável. Esse valor é precisamente aquele que o ministro Rui Machete tinha avançado.

Ainda no Conselho de Ministros, Marques Guedes optou por desvalorizar o artigo do Finantial Times , adiantando que há muitas outras notícias que indicam que Portugal está no bom caminho, tal como atestam alguns indicadores económicos.

«Eu com toda a franqueza, não só enquanto membro do Governo mas enquanto português, o que gostava era que os membros da troika quando vêm a Portugal tivessem a mesma atuação que muitas vezes os responsáveis máximos dos organismos internacionais têm», comentou o ministro da Presidência.

Luís Marques Guedes comentava as declarações proferidas pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rhen, que defendeu, perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que a Europa já está em condições de abrandar o ritmo da consolidação das finanças públicas e focar-se em medidas para o crescimento e emprego.