A nova Comissão Europeia liderada pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker inicia este sábado formalmente o mandato, até 2019, depois de nos últimos 10 anos o executivo comunitário ter sido presidido por José Manuel Durão Barroso.

A «Comissão Juncker», que integra Carlos Moedas como comissário designado por Portugal, e que é responsável pela pasta da Investigação, Ciência e Inovação, inicia o mandato na data prevista, depois de o Parlamento Europeu ter aprovado o colégio do executivo comunitário no conjunto a 22 de outubro, em Estrasburgo, com 423 votos a favor, 209 contra e 67 abstenções.

Jean-Claude Juncker, nascido a 9 de dezembro de 1954, foi primeiro-ministro do Luxemburgo entre 1995 e 2013, presidiu ao Eurogrupo (fórum dos ministros das Finanças da zona euro) entre 2005 a 2013, e é o primeiro presidente da Comissão Europeia a ser eleito segundo as regras estabelecidas no Tratado de Lisboa, que reforçam o papel do Parlamento Europeu no processo.

O novo executivo comunitário tem nove mulheres e 19 homens e está organizada com seis vice-presidentes, que irão orientar equipas de projetos, dirigindo e coordenando o trabalho de vários comissários.

Juncker sucede na presidência da Comissão a Durão Barroso, que, após dois mandatos em Bruxelas (2004-2009 e 2009-2014), inicia este sábado «pelo menos uma pausa» na carreira política, dedicando-se a conferências e cursos em universidades.