A Comissão Europeia remeteu para mais tarde uma decisão sobre a eventual saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), apontando que é necessário analisar dados de que Bruxelas ainda não dispõe.

Questionada durante a conferência de imprensa diária do executivo comunitário sobre se o défice de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) agora previsto por Bruxelas para Portugal em 2015 será suficiente para fechar o procedimento, a porta-voz dos Assuntos Económicos lembrou que, além do valor do défice este ano, é necessário que o Estado-membro demonstre que está numa trajetória sustentável, algo que ainda não é possível avaliar, nem tão pouco é suposto determinar nesta fase do calendário do “semestre europeu” de coordenação de políticas económicas.

“Para poder sair de um processo por défice excessivo tem que se provar um declínio sustentável a longo prazo do défice abaixo dos 3% (do PIB), e nós atualmente não temos dados para analisar isso, além de que não é ainda a altura do processo para tomar essa decisão”, limitou-se a declarar Annika Breidthardt.


A OCDE afirmou esta segunda-feira que um défice abaixo dos 3% em Portugal este ano será "difícil" e que espera que o PIB cresça 1,7%, abrandando o ritmo nos anos seguintes.