A Comissão Europeia aprovou uma verba de 195 milhões de euros para o financiamento de 11 projetos de infraestruturas, entre os quais estão os corredores ferroviários Sines-Caia e Leixões/Aveiro/Coimbra - Vilar Formoso. O secretário de Estado das Infraestruturas e Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou, esta terça-feira, em Viseu, que a aprovação de Bruxelas dá razão ao Governo na rejeição da alta velocidade.

"A alta velocidade podia ser mais sexy, dar mais atenção mediática, mas, na prática, esta região ficava a ver os comboios passar."

 
Sérgio Monteiro reiterou que esta aprovação de Bruxelas contraria os que diziam que o país se ia tornar numa "ilha ferroviária" e que dá um "visto bom" às soluções orçamentais do Executivo.

"Bruxelas contraria aqueles que gostam mais de tentar preencher as páginas dos jornais com más notícias do que com boas. Recordam-se todos do que leram sobre o risco de Portugal ser uma ilha ferroviária, que estávamos a fazer tudo ao contrário. [...] Bruxelas dá o visto bom relativamente às soluções orçamentais que nós preconizamos."


O trabalho de estudo vai continuar nos próximos meses e, segundo Sérgio Monteiro, é a garantia de que será encontrada "a melhor solução do ponto de vista de custo, cumprindo as regras comunitárias".

O secretário de Estado reiterou que o Governo apresentará para discussão pública, até ao final da legislatura, uma solução para a ligação entre Viseu e Coimbra.

Para já, sabe-se que o traçado "não vai coincidir com o do atual do IP3, será uma verdadeira alternativa", e que a via em perfil de autoestrada terá de ser portajada.

"Encurtará em distância e em tempo a ligação de Viseu quer até Coimbra, quer até Lisboa, aproveitando as estradas que já tem, a capilaridade da rede. Vai ligar à A1, poderá fazer a ligação também à A13, ou seja, é uma via que serve bem a região, os propósitos de responsabilidade orçamental que o Governo tem tido."


Sérgio Monteiro disse também que "vai ser possível, ainda antes do final do verão, que Viseu volte a ter uma ligação de avião que começa em Bragança, continua em Vila Real, para em Viseu, vai a Cascais e depois a Portimão".

Durante a sessão, foi apresentado o projeto de construção da variante à Estrada Nacional (EN) 229, entre o nó do ex-IP5 e o Parque Empresarial do Mundão, numa extensão de mais de quatro quilómetros.

Esta obra será acompanhada da beneficiação da EN 229, numa extensão de 10 quilómetros, entre o Parque do Mundão e o nó de Sátão, e também pela requalificação do troço do ex-IP5 no concelho de Viseu.

Almeida Henriques congratulou-se por, "de uma assentada", se resolverem vários problemas do concelho.

"Desencravamos o parque empresarial do Mundão, que sofre de sérios constrangimentos rodoviários, e criámos melhores condições para a sua futura expansão e para a atração de investimento."


Por outro lado, é requalificada "uma via estruturante da conectividade económica regional que é o ex-IP5, numa extensão de 20 quilómetros", e são melhoradas "as difíceis condições dos movimentos pendulares diários entre os concelhos de Viseu e do Sátão", acrescentou.