A colaboração dura há vários meses. No âmbito do processo de contraordenação motivado pela violação das regras impostas pelo Banco de Portugal ao BES para impedir o aumento da exposição do banco às empresas do Grupo Espírito Santo, Carlos Costa tem pedido à Reserva Federal norte-americana, com sede em Nova Iorque, dados sobre os movimentos financeiros entre o Banco Espírito Santo, o ES Miami Bank e o ES Bank Panamá.

Era através destas sucursais que o BES emprestava dinheiro às holdings do Grupo Espírito Santo, mesmo depois da proibição do regulador. Carlos Costa espera ter este processo concluído no início de 2016.
 

Investigações nos EUA


Também há processos em curso do outro lado do atlântico. O regulador do mercado de capitais norte-americano (SEC), equivalente à CMVM em Portugal, lidera uma investigação sobre as ligações entre o BES de Miami e o do Panamá.

Entre as suspeitas estão o favorecimento de clientes da América Central violando as regras do Estado da Flórida e também o branqueamento de capitais.

Ao que a TVI apurou, o Banco de Portugal também tem colaborado nestas diligências, através de contactos regulares com as autoridades.

A SEC é conhecida pela investigação feita no caso Madoff, a maior fraude financeira de sempre.
Bernard Madoff, ex-gestor de fortunas, manteve durante duas décadas um esquema de pirâmide em que os investidores mais antigos iam sendo remunerados com o dinheiro dos mais recentes.

Foi preso em dezembro de 2008 e condenado 6 meses depois a 150 anos de prisão.