Os patrões rejeitam o horário de trabalho de 35 horas semanais no privado e mais dias de férias. Aquele será o horário que voltará a vigorar na função pública a partir de 1 de julho (com a troika, o horário aumentou para as 40 horas). O regresso ao regime anterior é uma promessa eleitoral de António Costa, embora haja algumas nuances na aplicação da medida, que poderá não ser ao mesmo tempo para toda a gente. 

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) disse que os empresários querem tornar o país mais competitivo e criar emprego e que não estão disponíveis para imposição de medidas por parte do Governo.

António Saraiva, o patrão dos patrões, lembrou que o aumento do salário mínimo e a reposição dos feriados não foram aprovados em sede de concertação social.

No entanto, à margem de um ciclo de debates na segunda-feira à noite, no Algarve, sublinhou que apesar de várias reservas,  os patrões estão disponíveis para o "diálogo social".

Os diplomas que estabelecem a reposição das 35 horas de trabalho na função pública já seguiu para Belém e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem agora 20 dias para se pronunciar.