As economias de Portugal e Espanha estão a recuperar da crise económica, dando «sinais de esperança» para 2014, disse a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.

«Após dois anos de profundas reformas e restruturação, as economias de Espanha e Portugal acabam 2013 numa situação que alguns consideram como o fim da crise económica», salienta a Xinhua num balanço difundido quarta-feira à noite em Pequim.

No caso de Portugal, a agência chinesa refere que no terceiro trimestre do ano o Produto Interno Bruto cresceu 0,2%, «evidenciando um contínuo crescimento depois de o país ter saído da recessão no segundo trimestre».

«O país poderá também estar a aproximar-se do fim do seu resgate, que deverá ocorrer em abril do próximo ano», diz a Xinhua.

A agência chinesa alerta, contudo, que «a maioria dos analistas económicos permanece prudente acerca da consolidação e recuperação da economia portuguesa».

«O país tem ainda problemas significativos para encontrar financiamento externo, enquanto a contínua aplicação de um intensa política fiscal focada no corte da despesa pública debilita a procura interna», acrescenta.

Outro fator suscetível de abrandar o crescimento, refere o balanço da Xinhua, é o «alto índice de desemprego (37,4% entre os jovens com menos de 25 anos)».

Segundo a mesma análise, Portugal e Espanha estão agora «concentrados na captação da procura externa», em particular nas exportações e turismo, «para tentar consolidar a sua recuperação».

A China é a segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, e possui as maiores reservas cambiais do planeta.

Nos últimos cinco anos, a China tornou-se o 10.º mercado das exportações portuguesas, subindo 18 lugares, e em 2012 foi o maior investidor externo direto em Portugal.