Um dos principais índices asiáticos, que agrega as 300 maiores cotadas da Bolsa de Shanghai e Shenzen, sofreu a maior queda diária em mais de oito anos, fechando a afundar 8,6%.

A preocupar os investidores estão os fracos indicadores económicos.

O Gabinete Nacional de Estatísticas da China anunciou esta segunda-feira que, em junho, os lucros das grandes empresas industriais do país diminuíram 0,3% em relação a igual período de 2014.

Um outro importante indicador divulgado hoje revela que a atividade industrial apurada este mês é a mais baixa desde abril do ano passado, ampliando os receios que o abrandamento da segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, seja maior do que se esperava.

Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 7,4%, o valor mais baixo dos últimos vinte e quatro anos, e no primeiro semestre de 2015 o crescimento abrandou para 7%.

Em queda acentuada hoje está ainda o mercado global das matérias-primas.

A China é responsável por quase metade da procura global de cobre, 70 por cento do consumo de minério de ferro e compete com a Índia pelo lugar de maior consumidor de ouro. A economia do país deve crescer 7 por cento este ano, o crescimento mais lento em 25 anos.

PSI20 segue quedas, mas Galp brilha


A portuguesa Galp Energia anunciou que o lucro líquido ajustado mais que duplicou para 189 ME, batendo as expectativas para o segundo trimestre de 2015, suportado por uma sólida recuperação nas margens de refinação e o aumento de 'output' de crude no Brasil. 

O índice accionista português segue com 16 dos 18 títulos ‘no vermelho’. Os títulos da GALP Energia contrariam a tendência e seguem estáveis nos 10,45 euros.

A EDP desvaloriza 0,3 pct e a EDPR 1%. Na banca, o Banif perde 1,54 pct, o BPI 0,7%, e o Millenium BCP 0,1%.

O BCP apresenta hoje resultados, depois do fecho. Segundo a média de estimativas de quatro analistas, o BCP terá obtido um lucro de 150 ME no primeiro semestre de 2015, face ao prejuízo homólogo.

A unidade polaca do BCP, o Millennium Bank, obteve um lucro de cerca de 44 milhões de dólares no segundo trimestre, acima do esperado.

No retalho, a Jerónimo Martins cai 1%, e a Sonae recua 0,8%.

A construtora Mota Engil desce 3,08%, e lidera as quedas percentuais, seguida pela Pharol que desvaloriza 1,96%. Os CTT Correios de Portugal perdem 1,14% e colocam pressão adicional sobre o índice.