A China Three Gorges (CTG), que lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a EDP, pretende entregar à elétrica portuguesa a gestão da maioria dos seus ativos internacionais de energia eólica e hidroelétrica noticia hoje a Bloomberg.

A agência noticiosa avalia estes ativos em cerca de 8,3 mil milhões de dólares (cerca de sete milhões de euros) e destaca que permitiriam aumentar a capacidade de produção da EDP em 30% e incrementar em mil milhões de euros anuais o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) da elétrica.

Citando “fontes conhecedoras do processo”, a Bloomberg diz estarem em causa todos os ativos do grupo chinês CTG na Europa, Américas e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Segundo refere, esta estratégia está a ser discutida com o Governo português e visa dar mais fôlego à oferta de 9,1 mil milhões de euros feita pelos chineses para aquisição do capital da EDP que ainda não detém (atualmente controla 23%) e que foi desde logo considerada demasiado baixa pela administração da elétrica.

Adicionalmente, a CTG pretende rentabilizar o ‘know how’ da elétrica portuguesa para alavancar a expansão internacional do seu negócio eólico e hidroelétrico, nomeadamente na Europa e nas Américas.

A 11 de maio, a CTG anunciou a intenção de lançar uma OPA voluntária sobre o capital da EDP, oferecendo uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, cujo pedido foi registado junto do regulador na passada sexta-feira, sem alterações ao preço oferecido inicialmente.

A CTG, que já detém 23,27% do capital social da EDP, pretende manter a empresa com sede em Portugal e cotada na bolsa de Lisboa.

Caso a OPA sobre a EDP tenha sucesso, a CTG avançará com uma oferta pública obrigatória sobre 100% do capital social da EDP Renováveis (EDPR) a 7,33 euros por ação. A EDP controla 82,6% do capital social da EDPR que tem a sua sede em Madrid.