É uma espécie de “tudo o que precisa saber” sobre a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos que o PSD quer o Governo esclareça, em resposta às perguntas que a bancada social-democrata elaborou.

Um documento com trinta perguntas que o maior partido da oposição fez questão de anunciar em conferência de imprensa esta manhã.

O deputado Duarte Pacheco, refere que a bancada parlamentar social democrata quer saber “a situação real do maior banco público nacional [situação financeira, rácios, nível de imparidade]” e se as imparidades em causa se referem na sua maioria “aos anos entre 1999 e 2000”.

No que toca à necessidade de recapitalização do banco, o PSD questiona o valor que tem sido avançado de uma necessidade de 4 mil milhões de euros. A ser verídico este valor “o que está por detrás desta necessidade?”, indaga Duarte Pacheco. Isto porque, de acordo com os números oficiais da instituição, acrescenta o deputado, “as necessidades de capital são cerca de metade”.

Os sociais-democratas entendem que o banco não pode precisar de um valor tão elevado de capital sem que o Governo não seja obrigado a explicar aos contribuintes a razão. O PSD quer a garantia de que a recapitalização da CGD não empurra o défice para cima dos 3%.

Duarte Pacheco vai mais longe e refere que o seu partido também quer saber se o Executivo está comprometido com a carta de missão que existe no banco estatal ou se “pretende recuperar o papel de intervir no dia-a-dia do banco”, como, diz o deputado, os socialistas fizerem no passado.

O pedido de respostas que o PSD faz a António Costa e ao seu ministro da Finanças, Mário Centeno, surge numa altura em que o governo negoceia com Bruxelas um novo plano de reestruturação do banco, além de alterações no modelo de governação. Mudanças que tornam também incontornáveis, por parte do partido de Passos Coelho, as questões sobre a eliminação do teto salarial na administração da Caixa que terá 19 administradores.

Desde 2009, e se tomarmos agora como certa a injeção de 4 mil milhões, a Caixa Geral de Depósitos terá recebido 7 mil e 300 milhões de euros em aumentos de capital.