O Conselho de Finanças Públicas (CFP) alertou esta quarta-feira que, para cumprir o défice orçamental deste ano, de 5,5% do Produto Interno Bruto, o Governo terá de conseguir uma redução do défice superior à conseguida nos últimos trimestres de 2012.

«Até final do ano, para que se atinja o objetivo, a correção do défice terá que ser superior à verificada nos últimos três trimestres do ano anterior. Tal implica a rápida definição e implementação das medidas previstas no Orçamento Retificativo, mas ainda não explicitadas», lê-se no documento divulgado hoje pela entidade liderada pela economista Teodora Cardoso, citado pela Lusa.

O CFP, que divulgou hoje a sua análise provisória às contas das administrações públicas do primeiro trimestre em contas nacionais, confirmou os números já avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicam que o défice orçamental ajustado foi de 8,8% do produto, valor que dispara para os 10,6% considerando a recapitalização do Banif.

O organismo independente refere ainda que, entre janeiro e março de 2013, «o saldo ajustado, em termos absolutos, correspondia a cerca de 38% do défice previsto para o conjunto do ano», ao passo que o saldo primário (excluindo encargos com a dívida pública) ajustado atingiu os -4% do Produto Interno Bruto.

Na sétima avaliação regular ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), a meta para o défice foi revista em alta, pela segunda vez desde o início do programa, para os 5,5% do PIB no conjunto de 2013.