Cerca de 41% dos portugueses tencionam fazer gastos em viagens e lazer nos próximos meses, mais 32% que em 2014, sublinha um estudo do Observador Cetelem, que analisou as tendências de compra na Europa para os próximos meses. 

Os produtos eletrodomésticos (33%) e os trabalhos de construção/renovação (30%) surgem em segundo e terceiro lugar no ranking de intenções de consumo para 2015.

O estudo revela também que, em Portugal, as intenções de compra aumentaram em praticamente todas as categorias.

Os smartphones e os tablets ocupam um lugar de destaque na lista de intenções de compra dos consumidores para os próximos meses. Cerca de 26% dos portugueses admitem vir a comprar um smartphone este ano e 19% tencionam adquirir um tablet. Em 2014 eram apenas 19% e 15%, respetivamente.

À semelhança do que se verifica em Portugal, também no resto da Europa as intenções de adquirir viagens aumenta em relação ao ano passado (de 49% para 54%). Assim, a maioria dos europeus coloca as viagens e o lazer no topo do ranking das intenções de compra, com exceção dos polacos e dos checos, onde essa categoria de compra surge na segunda posição. O universo do lar continua a ser alvo de um forte investimento: os trabalhos de construção/renovação (37%) e os produtos eletrodomésticos (36%) surgem em segundo e terceiro lugar no ranking das intenções de compra.

«Paradoxalmente, apesar das limitações do poder de compra, as viagens e o lazer mantêm-se na liderança das despesas dos consumidores, o que indica uma necessidade de fuga à situação socioeconómica e à vida quotidiana.», explica Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

Para as análises e previsões deste estudo foram inquiridos 8.719 europeus (pelo menos 500 indivíduos por país, com idade superior a 18 anos) através da Internet, em 12 países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido, Hungria, Polónia, República Checa, Eslováquia e Roménia.

Os inquéritos foram realizados entre 4 de novembro e 2 de dezembro de 2014 pelo Observador Cetelem, em parceria com a sociedade de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido pela TNS Sofres.