O ministro das Finanças anunciou, classificou e quantificou o "desvio" que diz ter encontrado no plano de negócios do anterior Governo para a Caixa Geral de Depósitos. No Parlamento -  ouvido pelos deputados numa audição que começou largos minutos de polémica suscitada pelo PSD pelo facto de ter feito uma intervenção inicial não prevista pelo regimento -, Mário Centeno acusou o Executivo de Passos Coelho de ter sido negligente na gestão deste dossiê.

"Há um desvio enormíssimo no plano de negócios e de reestruturação que o governo anterior geriu com a CGD que atinge verbas superiores a 3000 milhões de euros de desvio no plano de negócios da CGD que diligentemente o Governo anterior acompanhou"

Centeno terminou assim a frase, carregando na ironia, e expressando a necessidade de "alterar este rumo de coisas". Defendeu que é preciso "reforçar a posição" da CGD. "É exatamente isso que estamos a fazer.- Fá-lo-emos na consciência que estamos a investir num ativo importantíssimo para a economia nacional".

O novo conselho de administração "está em preparação para tomar posse", depois de a liderança atual ter apresentado a demissão.  

A Caixa necessita ainda, voltou a frisar Centeno, de um novo modelo de governação "que está também a ser preparado" e, lá está, de "um novo plano de negócios" porque aquele que encontrou tem, segundo diz, aquele desvio considerável. 

O Parlamento vai dar início aos trabalhos da comissão de inquérito à Caixa na quinta-feira.