Afinal devem ser pelo menos 2.500 o número de colaboradores que a Caixa Geral de Depósitos vai reduzir no âmbito do plano de reestruturação.

O número foi confirmado ao Sindicato dos Trabalhadores do grupo CGD pelo secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix.

“A redução prevista do número de trabalhadores será da ordem dos 2 500. Embora essa avaliação seja feita pela nova administração e prevendo-se a sua aplicação a partir de 2017 e ao longo de 3 anos”, disse o responsável do Governo em resposta às dúvidas do STEC.

Segundo o sindicato ficou, no entanto, garantido que “não haverá despedimentos e que a redução passaria por reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador”.

Sobre o corte no número de balcões, o secretário de Estado disse que irá ocorrer maioritariamente no estrangeiro, tal como já tinha deixado subentendido o ministro das Finanças, Mário Centeno. Assim sendo, lá fora “os interesses da CGD e dos seus clientes passariam a ser assegurados por um banco local através de acordo preferencial”.

Mas Mourinho Félix deixou claro que “a nível dos Palop, o plano aposta num crescimento sustentável”.

O sindicato, no comunicado que publicou sobre o encontro assegura que “o Governo assume, sem reservas, uma CGD de capital totalmente público, com uma dimensão nunca inferior à atual, em termos de quota de mercado, mas que permita apoiar mais as empresas, nomeadamente as PME, de uma forma mais próxima, e continuar a ser para a população o fiel depositário das suas poupanças e o seu banco de referência”.

O sindicato voltou ainda a apontar o dedo ao “ao secretismo que tem rodeado os nomes da nova administração e a informação que circula na imprensa de que todos serão oriundos de um mesmo banco privado – o BPI.

Mas sobre a nova administração, Mourinho Félix respondeu apenas que “a entrada em funções da futura administração está pendente de uma nova obrigação da CE (a avaliação da idoneidade dos elementos propostos)” e não escondeu que Governo “está também bastante preocupado com o desgaste da imagem da CGD, nomeadamente com o que se vier a passar na Comissão Parlamentar de Inquérito”.

Uma comissão que toma posse amanhã.