Mais de metade dos habitantes da região Centro dizem «estar globalmente muito satisfeitos ou satisfeitos com a sua vida», revelou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), noticia a Lusa.

De acordo com uma nota da CCDRC, «58% dos habitantes da região Centro manifestam estar globalmente muito satisfeitos ou satisfeitos com a sua vida, resultado que supera os valores médios obtidos pelo Eurobarómetro para o nosso país (50%)».

Esta é uma das conclusões do «inquérito de satisfação feito aos residentes» nesta área do país, em outubro de 2014, no âmbito do Barómetro Regional, envolvendo «mais de 500 inquiridos».

Os resultados do mesmo estudo «mostram que 7% dos inquiridos estão 'muito satisfeitos', 51% 'satisfeitos', 25% 'não muito satisfeitos' e 17% 'nada satisfeitos'», afirma a CCDRC.

Resultados considerados «bastante positivos»

Para a presidente daquele organismo, Ana Abrunhosa, citada na mesma nota, «os resultados obtidos na monitorização que a CCDRC faz sobre a satisfação dos residentes no Centro são bastante positivos para a região e evidenciam um grau de satisfação superior à média do país».

A situação resulta «sobretudo de três fatores: o reconhecimento de uma boa qualidade de vida; o facto de a taxa de desemprego ser, sistematicamente, a mais baixa do país e o elevado grau de qualificação da população, que facilmente é absorvida pelo mercado de trabalho», sustenta Ana Abrunhosa.

A maioria dos inquiridos estão satisfeitos ou muito satisfeitos, em «seis das oito comunidades intermunicipais» da região, adianta a CCDRC, referindo que «os resultados das diferentes sub-regiões» variam entre os 44% (Região de Coimbra) e 67% (Região de Leiria) de residentes globalmente satisfeitos.

Em termos médios, o inquérito mostra que as mulheres se encontram menos satisfeitas do que os homens e que os cidadãos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos são os mais satisfeitos, enquanto o escalão dos 55 aos 64 anos é o que regista maior número de «menos satisfeitos».

Os indivíduos «mais jovens estão globalmente mais satisfeitos do que os mais velhos», acrescenta a CCDRC, referindo ainda que «os residentes ativos estão mais satisfeitos do que os inativos».

No entanto, entre todas as categorias de ativos e inativos, os estudantes são os mais satisfeitos e os domésticos e os desempregados os mais insatisfeitos.

«Em termos dos níveis de qualificação dos inquiridos, o grau de satisfação aumenta com as habilitações escolares dos inquiridos, sendo os residentes com doutoramento/pós-doutoramento os mais satisfeitos e os residentes com o primeiro ciclo os mais insatisfeitos».