O Presidente da República afirmou esta segunda-feira que um futuro Governo «não pode escapar» à realização permanente de reformas nem deixar de estar preocupado com a sustentabilidade da dívida pública, das finanças públicas e com a competitividade da economia.

«Penso que as reformas estruturais é uma agenda permanente de qualquer Governo. Qualquer que seja o Governo de Portugal no futuro não pode deixar de ter na primeira linha das suas preocupações a sustentabilidade da dívida pública, a sustentabilidade das finanças públicas, a competitividade da economia e todas as reformas que são necessárias para preservar e para reforçar a competitividade da nossa economia», afirmou Aníbal Cavaco Silva.
O Presidente da República falava em Paris numa conferência de imprensa conjunta com secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), Angel Gurría.

«As reformas são um modo de vida a que ninguém consegue escapar», frisou Cavaco Silva, referindo que na OCDE há uma «apreciação positiva das reformas estruturais que foram feitas em Portugal nos últimos três anos, em diferentes domínios e não apenas no campo da legislação laboral, mas também na área da saúde, na área da educação e na área da concorrência».

Para o chefe de Estado, «nenhum governo pode escapar a tomar as medidas que são necessárias para que a economia portuguesa seja competitiva nos mercados internacionais e possa enfrentar a concorrência que chega dos mais variados mercados».

Cavaco Silva exemplificou como as reformas mais importantes «aquelas que se ligam com as competências, com a educação, com a qualificação dos recursos humanos e todas as que se ligam à inovação».

Cavaco Silva chegou esta manhã à sede da OCDE, em Paris, onde foi recebido pelo secretário-geral da organização, participou num seminário com peritos, entre os quais o ex-ministro da Economia Álvaro Santos Pereira.

Após o seminário, o Presidente da República falou perante o conselho da OCDE tendo proferido um discurso otimista acerca do futuro da economia nacional, nomeadamente que a taxa de crescimento da economia portuguesa em 2015 poderá ser de 2%, acima das previsões do Governo (que aponta para um crescimento de 1,5%), devido à quebra do preço do petróleo e à depreciação do euro.