O Presidente da República criticou esta sexta-feira o «incómodo incompreensível» daqueles que tentaram esconder as palavras do secretário-geral da OCDE ao dizer que Portugal podia crescer 2% este ano, reiterando que «intriga e polémicas político-partidárias não criam um único emprego».

No discurso da sessão comemorativa dos 50 anos da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), o último momento da quarta jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica, que o Presidente da República dedicou à indústria têxtil e vestuário, Cavaco Silva defendeu que se deve «divulgar as boas notícias que têm vindo a surgir relativamente à evolução da economia portuguesa e da economia europeia».

«Se o fizermos, estamos a contribuir para que se concretize uma possibilidade - que foi referida por mim próprio e pelo secretário-geral da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] na semana passada em Paris - da economia portuguesa crescer, no ano de 2015, 2%. Alguns aqui no país tentaram esconder as palavras do secretário-geral da OCDE. É uma atitude que revela algum incómodo incompreensível», criticou.

O Presidente da República reiterou que «os agentes políticos devem concentrar a maior parte da sua atenção no combate ao desemprego e à pobreza» porque é aí que reside «o verdadeiro interesse nacional», considerando que «a intriga e as polémicas político-partidárias não criam um único emprego».

«Como sabem, nos últimos dias têm vindo a ser revelados dados apresentados por instituições credíveis e independentes, dizendo que se está a assistir a uma recuperação mais acentuada do que a prevista pela economia portuguesa», frisou.

O chefe de Estado assegurou que vai continuar «a dar visibilidade aos bons exemplos» e a «difundir a evolução positiva da economia portuguesa», considerando que esta atitude é fundamental para «reforçar o clima de confiança que conduzirá a um aumento da produção das empresas e a um aumento da exportação das empresas».

Cavaco Silva condecorou seis personalidades da indústria do têxtil e do vestuário

O Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou seis personalidades do têxtil e do vestuário com as insígnias de comendador da Ordem de Mérito Industrial que «corporizam, pelas suas histórias de vida, o espírito pioneiro e inovador» do setor.

No âmbito da quarta jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica, dedicada à indústria têxtil e vestuário, Cavaco Silva encerrou a sessão de homenagem ao setor e comemorativa dos 50 anos da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) com a condecoração, com o grau de comendador da Ordem de Mérito Industrial, de seis personalidades desta indústria, cujo desempenho e resultados elogiou.

«Tomei, por conseguinte, a decisão de distinguir algumas personalidades que se destacaram, por mérito próprio, e que corporizam, pelas suas histórias de vida, o espírito pioneiro e inovador da Indústria do Têxtil e Vestuário. Através delas, presto tributo a todos os industriais do setor», disse o Presidente da República, em Famalicão.

O presidente da Comissão Executiva (CEO) da Impetus, Alberto Figueiredo, a criadora da empresa Flor da Moda Confeções e da marca em nome próprio, Ana Sousa, o CEO do Grupo Valérius, José Vilas Boas Ferreira, a CEO do Grupo DiasTêxtil, Maria da Conceição Martins Dias, o administrador da Estamparia Têxtil Adalberto Pinto da Silva, Mário Jorge Machado, e o CEO da Petrotex, Sérgio Manuel da Silva Neto.