O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que o dividendo orçamental resultante do crescimento económico «permita reparar» algumas injustiças e sacrifícios impostos durante o programa de ajuda financeira a alguns grupos como os pensionistas e os funcionários públicos.

Cavaco Silva falava aos jornalistas, em Guimarães, no final do roteiro para uma Economia Dinâmica, tendo destacado que «a economia portuguesa começou a crescer», existindo assim «aquilo que os economistas chamam o dividendo orçamental do crescimento económico».

«E quando existe esse dividendo há que pensar na sua distribuição e eu penso que este é o tempo dessa distribuição permitir a conciliação entre a consolidação orçamental, a disciplina orçamental e reparar sacrifícios talvez excessivos que foram impostos a alguns grupos da sociedade portuguesa, onde se encontram, de forma inequívoca, os pensionistas e os funcionários públicos», defendeu.

O Presidente da República manifesta assim «alguma esperança» que este dividendo orçamental seja «mais forte ainda em resultado do crescimento da economia portuguesa» e que «permita reparar algumas injustiças que se desenvolveram ao longo destes três anos de implementação do acordo de assistência financeira».