Os trabalhadores da Restflight, especializada em serviços de catering para aeronaves, cumprem hoje o primeiro de uma greve de três dias em defesa dos salários e contra o assédio moral que dizem existir na empresa.

Em declarações à agência Lusa, Maria das Dores Gomes, coordenadora do Sindicato da Hotelaria e Turismo do Sul, afeto à CGTP, disse que “a greve dos trabalhadores da Restflight Serviços de Catering iniciou-se às 22:00 de quinta-feira e vai terminar no domingo à mesma hora”.

“Em causa, estão os aumentos salariais para este ano. O sindicato partiu de uma base negocial de 3,5% de aumento, mas as negociações com a administração não avançaram. Há cerca de seis anos que os trabalhadores não têm aumentos de salários”, esclareceu a dirigente sindical à Agência Lusa.

Além disso, “defendemos o cumprimento do Acordo de Trabalho e o fim da pressão e as situações de assédio moral que se verificam na empresa”.


A prestação de serviços mínimos obrigatórios “está garantida e a ser cumprida”, disse ainda um dos responsáveis da Comissão de Trabalhadores da Restflight, Isaac Correia, à Lusa.

O mesmo dirigente sindical explicou também que a greve de três dias na Restflight atinge os serviços de ‘catering’ a aeronaves no aeroporto de Lisboa e Faro, excluindo o Funchal na Madeira.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Restflight, que emprega 50 trabalhadores, disse apenas que a empresa “não presta declarações” sobre a greve.