O Governo reforçou com mais 341 milhões de euros os sistemas de incentivo para as pequenas e médias empresas (PME) porque as 11.500 candidaturas recebidas até final de 2013 «suplantaram largamente as expectativas iniciais».

«O número de projetos de investimento das empresas excedeu largamente a dotação que estava inicialmente disponível e, como havia bons projetos, com classificação positiva e boas apreciações, decidimos reforçar o envelope financeiro para não deixar de os apoiar», afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, em declarações à Lusa.

Segundo um despacho conjunto assinado na semana passada por Castro Almeida e pelo secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Pereira Gonçalves, foram reforçadas as dotações do Compete e dos Programas Operacionais Regionais do Continente (Norte, Centro e Algarve) destinados às PME.

«Com este reforço - esclarece a secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional - as dotações a título de fomento do apoio à investigação e desenvolvimento, inovação, internacionalização e qualificação das PME mais do que duplicam face ao que estava inscrito no início do ano passado».

Depois de terem arrancado com uma dotação de 511 milhões de euros, os concursos de 2013 foram reforçados para 962 milhões de euros em março do ano passado e beneficiam, agora, de nova recapitalização, desta feita de 341 milhões de euros.

Segundo a secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, 2013 foi «o ano de maior procura em todo o atual quadro financeiro de 2007-2013, quer em termos de número de projetos, quer de volume de investimento associado, que ultrapassa os 5.000 milhões de euros».

Para o executivo, este «número elevado de iniciativas empresariais e intenções de investimento em setores exportadores e áreas como a inovação e o desenvolvimento tecnológico» traduzem uma dinâmica de retoma da atividade económica, representando o reforço dos incentivos um novo e importante impulso ao crescimento económico que está em curso.

«Há muitas intenções de investimento, o que justifica que na programação do Portugal 2020 vamos reforçar a dotação da área empresarial, dirigindo mais fundos para a competitividade da economia, porque há uma grande dinâmica empresarial a precisar de fundos públicos», disse à Lusa Castro Almeida.

No total, os apoios a projetos de investimento empresarial que estão atualmente na reta final para admissão de candidaturas a fundos no âmbito do atual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) ascendem a 1,3 mil milhões de euros.