A fraude custa mais de 10 milhões de euros por ano às empresas de transportes públicos de Lisboa e do Porto, com a Carris e o Metro do Porto a registarem as maiores perdas de receita, segundo dados do Ministério da Economia.

De acordo com a mesma fonte, a Carris, transportadora rodoviária que opera em Lisboa, tem a taxa média de fraude mais elevada, cerca de 15,2%, a que corresponde uma perda de receita anual de 3,120 milhões de euros.

Segue-se a CP Lisboa, com a taxa média de fraude nos comboios a situar-se em 2,3%, correspondendo a uma perda de receita anual entre 2,160 milhões de euros e 2,724 milhões de euros.

No Metropolitano de Lisboa, a taxa de fraude situa-se nos 1,1%, tendo como consequência uma perda de receita por ano entre os 900 mil euros e os 1,080 milhões de euros.

No Metro do Porto a perda de receita anual situa-se nos 4,020 milhões de euros, decorrente de uma taxa média de fraude de 10,1%, enquanto na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) a fraude custa à empresa 120 mil euros anuais (uma taxa média de fraude de 0,23%).

Desde 01 de janeiro que a Autoridade Tributária é responsável pela cobrança de multas nos transportes, tal como acontece desde 2011 nas portagens.