A UGT está a acompanhar “com preocupação” a greve da TAP, que começou à meia-noite e se prolonga por 10 dias.
 
Carlos Silva, responsável sindical, sublinhou à TVI que não se devia ter esgotado a via do diálogo, apesar de considerar que a privatização deveria ter sido adiada para “um momento posterior às eleições”.
 
Ainda assim, Carlos Silva tece críticas à uma das reivindicações dos pilotos:
 

“Uma coisa é a defesa do acordo de empresa, dos direitos, da contratação coletiva. Outra coisa bem diferente, e que a UGT contesta, é o argumento sindical para avançar com a greve, com a contrapartida de ter uma parte futura na privatização”.

 

“Quando queremos ser acionistas é com o nosso dinheiro que nós devemos investir e não com o dinheiro dos outros sobretudo numa empresa situação difícil como é aquela que a TAP está a viver”


Até às 12:00, a TAP registou 38 voos cancelados e 118 voos que descolaram ou aterraram conforme o previsto, ou seja, apenas 25% dos voos foram cancelados, apurou a TVI. Só um em cada quatro voos foram cancelados. Nos voos de longo curso, não houve cancelamentos. Já nos voos de médio curso, 70% das ligações foram asseguradas.