O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse esta quarta-feira que os sindicatos afetos à central receberam esta semana «milhares de pedidos de esclarecimento» sobre

os cortes salariais patentes no vencimento de janeiro.

«Agora no mês de janeiro é que as pessoas se aperceberam realmente do grande impacto das medidas de austeridade nos seus rendimentos, sobretudo pensionistas e trabalhadores da administração pública», declarou Carlos Silva aos jornalistas no parlamento, depois de uma reunião tida com o grupo parlamentar do PSD.

Para o sindicalista, não se trata de injustiças, antes da legalidade dos cortes, motivo pelo qual a UGT tem vindo a pedir de há semanas para cá junto as bancadas parlamentares que o Orçamento do Estado (OE) de 2014 seja enviado para fiscalização sucessiva no Tribunal Constitucional (TC), o que já sucedeu com um pedido do PS e outro conjunto de PCP, BE e Os Verdes.

«Não conseguimos explicar o que o Governo está a fazer, e se não conseguimos explicar é porque não encontramos justificação suficiente para que estas medidas tenham um argumento forte para se manterem», disse Carlos Silva.

Sobre o encontro com o PSD, o secretário-geral da UGT reconheceu que partiu para a mesma sem esperanças de encontrar uma posição diferente da defendida pelo executivo.

«Não compreendemos como é que o Governo e o PSD em particular não conseguem perceber os dramas vivenciados por milhares de famílias no país», sublinhou.