O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reiterou esta quarta-feira que quer negociar o aumento do salário mínimo nacional ainda este ano, mas rejeitou fazê-lo antes das eleições europeias ou da saída da troika.

CGTP recusa subida de salário mínimo como «moeda de troca»

«O primeiro-ministro desafiou a UGT. A UGT reafirmou não estar em condições de fazer qualquer acordo de concertação antes das eleições europeias ou da saída da troika. Para nós, isto está óbvio. Não queremos que haja um qualquer aproveitamento a favor ou contra o Governo ou qualquer partido político. O movimento sindical tem que ser imune a esta matéria», disse o sindicalista.

CCP defende aumento do salário para 500 euros em 2015

Carlos Silva falava em S. Bento após uma reunião com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que recebe hoje os parceiros sociais no âmbito da conclusão do Programa de Assistência Financeira.

A UGT transmitiu, assim, a Pedro Passos Coelho - numa reunião em que participaram também os ministros Pedro Mota Soares e Carlos Moedas - que não há qualquer intenção da estrutura sindical em participar «no folclore eleitoral». A UGT «não quer confundir as questões» e, por isso, afasta a possibilidade de um acordo em Concertação Social sobre esta matéria antes de 25 de maio.

De acordo com Carlos Silva, a intenção do Governo é iniciar a partir da próxima semana uma ronda bilateral com todos os parceiros sociais antes de ser agendada uma reunião de Concertação Social sobre este tema.

O sindicalista acredita que haverá condições para assinar um acordo em relação ao aumento do salário mínimo nacional em junho e que o valor deverá ser imediatamente atualizado dos atuais 485 para os 500 euros.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou no domingo que o Governo está disponível para discutir a melhoria do salário mínimo nacional já este ano.

Em relação à saída do programa de assistência financeira, Carlos Silva afirmou que «ainda não há decisão em relação a adoção ou não de um programa cautelar depois de maio», mas segundo lhe terá sido transmitido por Pedro Passos Coelho, a decisão será tomada o mais tardar até dia 5 de maio.