O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, afirmou que «nenhum Governo impõe austeridade por imperativo ideológico», criticando quem alimenta as ilusões de que existe «um caminho de sacrifício e outro de felicidade».

Na sessão de abertura da conferência anual da Ordem dos Economistas sobre o Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), o secretário de Estado afirmou que se fala de austeridade «com grande ligeireza e irresponsabilidade», sendo tratada «como uma vontade política e não como consequência de erros passados».

Carlos Moedas sublinhou que «a austeridade não é uma causa, é uma consequência» e que não se trata de escolher entre um caminho de sacrifício e outro de felicidade.

O secretário de Estado destacou alguns «sinais positivos de recuperação», sobretudo a evolução das exportações e considerou que Portugal deve «ambicionar ganhos de competitividade assentes na produtividade» e não em salários baixos.

Outro dos objetivos é «caminhar para uma economia em que mais de 50% do PIB [Produto Interno Bruto] são exportações».

O secretário de Estado mostrou-se convicto de que o OE2014 incorpora opções que permitirão a Portugal «emancipar-se novamente», salientando a ambição na consolidação orçamental que permitirá apresentar contas equilibradas em 2014, o que não acontecia desde 1997.

O governante garantiu, por outro lado, que o OE2014 mantém a «preocupação com o crescimento», apontando as medidas orçamentais de estímulo ao investimento privado por via da reforma do IRC.