A nova administração da Caixa Geral de Depósitos pode fazer algumas alterações ao plano de reestruturação, mas o banco público deve manter-se em todos os concelhos do país, uma certeza prevista esta segunda-feira pelo Presidente da República.

O número de balcões a fechar não vai fugir do previsto - cerca de 200 até 2020 - mas os critérios do administrador Paulo Macedo podem mudar em relação aos do seu antecessor, António Domingues, que negociou a reestruturação com Bruxelas.

O ministro das Finanças reconhece que o tema dos encerramentos é delicado, mas também dá garantias de uma presença do banco público em todo o território nacional.

Com críticas a choverem da esquerda e da direita, Paulo Macedo avalia o plano de reestruturação da CGD negociado por António Domingues com Bruxelas, e a escolha dos encerramentos pode seguir outros critérios que não só financeiros.

Segundo avançam os jornais Público e Expresso, a presença de um balcão da Caixa pode não ser na sede do município. Entre os novos critérios de Macedo podem estar, também, as distâncias entre os balcões da CGD mais próximos e as acessibilidades às localidades, como as redes viárias.

Seja como for, a concretizar-se o fecho de 25% das agências, e se ficar com 490 balcões, a Caixa Geral de Depósitos pode tornar-se no mais pequeno entre as grandes instituições bancárias do país.

No final do ano passado, o BCP tinha 618 balcões e o BPI 545. Depois da fusão com o Banif, o Santander Totta ficou com 650 agências. Até o Novo Banco, que ainda é um banco público, tinha 556 balcões até setembro do ano passado.

As alterações que estão agora em estudo devem atrasar o plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos.

A notícia do encerramento de balcões da CGD já gerou protestos de alguns autarcas do país, onde receiam ficar sem a presença do banco público. A contestação do poder local ouviu-se em Almeida, no distrito da Guarda, em Marvão, no distrito de Portalegre, na freguesia do Teixoso, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, em Santa Margarida, concelho de Constância, e na Golegã, no distrito de Santarém.

Atualmente a Caixa Geral de Depósitos tem 651 balcões. O plano de restruturação previa uma redução de 50 balcões já até ao final deste mês de março, mas essa data já não deve ser cumprida. O plano inicial aponta que a Caixa fique com 470 ou 490 balcões, em 3 anos, distribuídos pelos 308 municípios de todo o país.