Mário Centeno pediu e a administração demissionária, à frente do banco público, terá dito que sim.

Apesar de todas as contrariedades, a equipa de José de Matos, na Caixa Geral de Depósitos, deverá mesmo aceder ao pedido do ministro das Finanças.

Ontem houve reunião do conselho, para debater o tema e, ao que a TVI apurou, a administração de José de Matos na Caixa deverá aceitar prolongar o mandato por um mês, ou seja, até 31 de Agosto.

Quebrando todos os protocolos, esta semana o responsável pela pasta das Finanças foi à Avenida João XXI, onde está sedeado o banco público, para pedir mais tempo aos administradores ainda em funções, enquanto a futura equipa de gestão, liderada por António Domingues, não tem luz verde do Banco Central Europeu para avançar.

A administração acedeu a analisar o pedido, desde que Centeno o colocasse por escrito, numa carta que terá seguido, posteriormente, do Terreiro do Paço para a Caixa, com a vontade expressa do ministro de que os gestores ficassem. Um pedido a que a administração terá dado o ok na reunião de ontem.

A Caixa Geral de Depósito tem sido alvo de todo o tipo de pressões e especulações em torno das reais necessidade de capitalização do banco que estão a ser discutidas com Bruxelas.

Enquanto não sai do cargo, José de Matos tomou ontem uma posição de força, no Parlamento. Sem querer precisar de quanto precisa a Caixa, o presidente cessante disse-se "ofendido" por quem acha que escondeu prejuízos e reconheceu ser necessário "um significativo aumento de capital" na instituição que, agora, só deve deixar a 31 de agosto.