Abriram em alta a reagir aos ganhos vindos da Ásia mas não aguentaram. Os principais índices da Europa estão em queda e o PSI20 ainda não decidiu que rumo tomar.

Num dia em que Portugal volta ao mercado com duas emissões de obrigações - prevendo colocar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros – o índice português iniciou a sessão a subir 0,3% para 4.604,75 pontos, já esteve negativo e sobe agora uns ligeiros 0,15%.

Mesmo assim, os analistas dizem que é evidente o apetite pelo risco ao longo da semana, como muitas ações a passarem de mãos. Isto porque os investidores continuam a apostar que os juros se vão manter baixos. Não só porque do Japão chegam sinais claros de apoio à economia - o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, deu orientações para se avançar com um novo pacote de estímulo orçamental. Como na Europa há declarações públicas – pós Brexit – no sentido de suporte dos bancos centrais à saída do Reino Unido da União Europeia.

Acresce que o Brexit diminui a probabilidade dos Estados Unidos avançarem com uma subida de taxa de juro no curto prazo, apesar dos sinais que números, como os do emprego, dão sobre a recuperação da maior economia do mundo.

Em Lisboa, o BCP é o único título em baixa desde a abertura. Desce 1,85% para 0,021 euros.

Na energia, e apesar da queda dos futuros do barril de petróleo – valor dos contratos que estão a ser negociados para entrega posterior - nos mercados internacionais, o sinal é positivo.

A EDP cresce 1,22% para 2,904 euros. A Renováveis valoriza 0,47% para 6,986 euros depois de ontem ter anunciado que a eletricidade que produziu aumentou 23% no primeiro semestre do ano face ao homólogo, impulsionada pelo crescimento da capacidade e por maior consumo.

Já a Galp, que comunicou o início de operações num bloco onde detém 10%, recupera 0,24% para 12,620 euros.

Destaque nos ganhos também para a construtora Mota-Engil que ganhou a adjudicação de quatro contratos em África e um na América Latina num valor global de 380 milhões de euros. Sobe 2,77% para 1,557 euros.