A operadora Oi obteve um lucro de 30,5 mil milhões de reais (7,1 mil milhões de euros) no primeiro trimestre, com o registo da reestruturação da dívida a permitir-lhe recuperar do prejuízo de 2017, foi hoje anunciado.

Em comunicado ao mercado, a brasileira Oi reporta que, “como reflexo do registo da reestruturação da sua dívida aprovada no Plano de Recuperação Judicial”, registou de janeiro a março um lucro de 30,5 mil milhões de reais (7,1 mil milhões de euros).

No período, a dívida líquida recuou para os 7,3 mil milhões de reais (1,7 mil milhões de euros) face aos 40,6 mil milhões de reais (9,45 mil milhões de euros) do período homólogo e aos 47,6 mil milhões de reais (11 mil milhões de euros) do último trimestre de 2017.

“Com isso, o património líquido volta a ser positivo atingindo o patamar de 29,9 mil milhões de reais [6,96 mil milhões de euros]”, refere, acrescentando que a redução da dívida viabiliza “o retomar do ciclo de investimentos”.

A operadora – da qual a portuguesa Pharol é acionista de referência – tinha registado um prejuízo de 69 milhões de reais (16 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2017 e de 3,69 mil milhões de reais (861 milhões de euros) no quarto trimestre do ano passado.

De janeiro a março, a Oi registou um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) de 1,567 mil milhões de reais (0,365 mil milhões de euros), mais 20,5% do que no último trimestre de 2017, e uma margem EBITDA de 27,9%, mais 5,4 pontos percentuais.

Este crescimento do EBTIDA é atribuído ao “foco em eficiência operacional, com redução de custos”, tendo no primeiro trimestre os custos com eficiência operacional recuado 426 milhões de reais (99 milhões de euros) em cadeia e 318 milhões de reais (74 milhões de euros) face ao período homólogo.

No primeiro trimestre, as receitas da Oi somaram perto de 5,67 mil milhões de reais (1,32 mil milhões de euros), caindo 8% face ao período homólogo e 2,7% em cadeia.

No período, a receita líquida das operações brasileiras totalizou 5,6 mil milhões de reais (1,3 mil milhões de euros), -7,3% que no primeiro trimestre de 2017 e -2,8% em relação ao quarto trimestre do ano passado, enquanto a receita líquida das operações internacionais (África e Timor Leste) foi de 46 milhões de reais (10,7 milhões de euros), mantendo-se estável (+0,3%) face ao trimestre anterior e caindo 50,7% em termos homólogos.