Os credores da Oi têm até ao próximo dia 26 para escolherem as opções de pagamento, no âmbito do plano de recuperação judicial, cuja homologação por um tribunal do Estado do Rio de Janeiro (Brasil) foi publicada segunda-feira.

Segundo um comunicado da Oi, divulgado hoje pelo seu principal acionista, a Pharol, ao mercado português, com esta publicação “terá início o prazo de 20 dias, isto é, de 00:00 de 06 de fevereiro de 2018 até às 23:59 de 26 de fevereiro de 2018, para que os credores das recuperadas possam escolher entre as opções de pagamento de seus respetivos créditos, na forma previstas no Plano”.

No texto lê-se ainda que “informações importantes” sobre prazos e procedimentos acerca das opções de pagamento podem ser encontradas na página de internet da recuperação judicial (www.recjud.com.br).

“A Companhia [Oi] manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento do assunto objeto deste Comunicado ao Mercado”, conclui o comunicado assinado por Carlos Augusto Machado Pereira de Almeida Brandão, diretor de Finanças e de Relações com Investidores.

A portuguesa Pharol quer manter a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária da Oi na quarta-feira, a mesma que a empresa de telecomunicações brasileira anunciou o cancelamento na sexta-feira.

Segundo defende a Pharol, a AG Extraordinária terá na sua ordem de trabalhos temas relevantes, razão pela qual “exorta os acionistas da Oi a participarem da referida Assembleia e das eventuais deliberações das matérias incluídas nela tratadas”.

A 1 de fevereiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro tinha apresentado um recurso à decisão de homologação do Plano de Recuperação Judicial da Oi, documento que foi aprovado em assembleia-geral de credores no final de 2017.

O Plano de Recuperação Judicial, que resulta de um pedido judicial feito pela operadora de telecomunicações brasileira em junho de 2016, visa diminuir o passivo da empresa, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 16 mil milhões de euros), através da conversão de 75% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a companhia.

A Oi, na qual a portuguesa Pharol é acionista de referência com 27% das ações, esteve num processo de fusão com a Portugal Telecom, que nunca se concretizou.