A semana que hoje começa deverá continuar a ser marcada, nos mercados financeiros, pelos desenvolvimentos na Crimeia, na Ucrânia, e também pela reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana, segundo um analista do Millennium investment banking.

Para Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium investment banking, é de esperar que as bolsas continuem a ser influenciadas pela crise na Ucrânia, «mesmo após a realização do referendo para uma possível anexação [da península ucraniana da Crimeia] à Rússia», agendado para hoje.

Também a reunião da Fed, na quarta-feira, deverá «marcar o rumo dos mercados», esperando que a Reserva Federal mantenha a taxa diretora inalterada nos 0%-0,25% e anuncie um novo corte de 10 mil milhões de dólares no programa de compra mensal de ativos, pelo que «um desvio desta direção pode gerar movimentos mais bruscos nas bolsas».

Ainda nos Estados Unidos, vão ser revelados dados relativos à evolução dos pedidos de subsídio de desemprego e também os números das vendas de casas usadas, antecipando-se uma estagnação deste último indicador em fevereiro.

Na Europa, a semana vai ser marcada pela publicação de alguns indicadores económicos relevantes, como o valor final do índice de preços no consumidor na zona euro, que «deve confirmar a estagnação da inflação homóloga da região em fevereiro, nos 0,8%», antecipa Ramiro Loureiro.

Além disso, vão ser ainda conhecidos os números dos novos registos de automóveis da União Europeia de fevereiro e os valores da balança comercial na zona euro.

No mercado da dívida pública, Espanha vai realizar emissões de curto prazo na terça-feira.

No dia seguinte, a Alemanha vai emitir obrigações a 10 anos e Portugal vai colocar dívida de curto prazo (Bilhetes do Tesouro a seis e a 12 meses) num montante de até 1,25 mil milhões de euros.

Na quinta-feira, Espanha volta ao mercado para um leilão de dívida de longo prazo e França realiza uma emissão de obrigações indexadas à inflação.