A bolsa de Atenas terminou a sessão desta quinta-feira em terreno positivo, com uma subida de 0,37%, depois de ter chegado a atingir, durante a manhã, valores mínimos dos últimos três anos. Apesar de não se esperar uma solução para a crise grega na reunião do Eurogrupo, algumas declarações, entre as quais a de Angela Merkel, no parlamento alemão, sinalizando a possibilidade de se chegar a um acordo até ao final de junho, deram um sinal positivo aos mercados.

Os juros da dívida pública grega a 10 anos subiram ligeiramente, para 13,038%, mas não arrastaram os restantes países periféricos. A pressão sobre os juros aliviou na zona euro, depois da Reserva Federal ter admitido que a retirada de estímulos monetários, e a consequente subida dos juros nos Estados unidos, será feita de forma lenta.

As bolsas europeias acabaram por inverter da tendência negativa registada durante quase todo o dia e acabaram por fechar acima da linha de água. Milão ganhou 1,06% e Frankfurt 0,92%.

A bolsa de Lisboa fechou com uma muito ligeira queda de 0,01%, nos 5.583,05 pontos. Uma queda maior foi evitada pelas valorizações de títulos como a Pharol, que ganhou 5,541%, para 0,40 euros por ação, e da jerónimo Martins, que subiu 1,387%, para 12,06 euros por título.

A nota negativa do dia foi para a EDP Renováveis, cujo título recuou 2,266%, para 6,34 euros por ação.

O BPI esteve no centro das atenções dos investidores, depois da queda de quarta-feira. O título valorizava 1,861%, para 1,2590 euros, quando a negociação foi suspensa por ordem da Comissão do Mercado de Valores mobiliários. A CMVM e o mercado ficaram a aguardar uma tomada de posição do Caixa Bank sobre a oferta em curso sobre o banco, depois do chumbo da proposta de desblindagem dos direitos de voto, na assembleia-geral de ontem.